XIII

Alberto da Cunha Melo

XIII

 

Por que levarei adiante

este poema ameaçado?

Por que levarei esta vida

tão ameaçada também?

 

Poesia, poema, por quê?

Disso tudo possuis, senhor,

a chave no bolso da túnica

ou deste a algum anjo a resposta?

 

Seminovas meditações

sobre a palavra. Nós falávamos

longamente de nossa angústia

e eu tentava falar mais alto.

 

Poemas ditos e no fim

fazíamos o mesmo trajeto.

Nossas mães e nossas irmãs

olhavam-nos: "tudo perdido".

 

Quando as vozes ultrapassadas

falavam de tua existência,

nós escutávamos calados,

pensando em novas descobertas.

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— Colofão

Coordenação

Marcelo Ferraz (UFG/CNPq)

Nelson Martinelli Filho (IFES/UFES/CNPq)

Wilberth Salgueiro (UFES/CNPq)

Bolsistas de apoio técnico (FAPES)

Juliana Celestino

Valéria Goldner Anchesqui

Bolsistas de pós-doutorado (CNPq)

Camila Hespanhol Peruchi

Rafael Fava Belúzio

Pesquisadores/as vinculados/as

Abílio Pacheco de Souza (UNIFESSPA)

Ana Clara Magalhães (UnB)

Cleidson Frisso Braz (Doutorando UFES)

Cristiano Augusto da Silva (UESC)

Diana Junkes (UFSCar)

Fabíola Padilha (UFES)

Francielle Villaça (Mestranda UFES)

Henrique Marques Samyn (UERJ)

Marcelo Paiva de Souza (UFPR/CNPq)

Mariane Tavares (Pós-doutoranda UFES)

Patrícia Marcondes de Barros (UEL)

Susana Souto Silva (UFAL)

Weverson Dadalto (IFES)

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— Financiamento e realização

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