Na pedra, na terra, no calcário
dessas estâncias vivas
os alquimistas trabalham.
Fabricando o medo,
arquitetando a morte,
o suicídio coletivo.
O lodo na beira das águas
apodrecidas vai talhando
fisionomias desesperadas,
querentes,
plantadas a ferro e fogo
no cárcere vegetal do planeta
à espera de um sol, uma lança, um relâmpago,
da tempestade corroendo tudo
que cheira a podre a cobre
e a ganância.
Adaga, armadura, punhal.
Comentário do pesquisador
Segundo descrição presente na Revista Liberdade Literária Nº 12, "Ney Reis reside no Rio de Janeiro, onde participa da Antologia de Poetas Novos/83, pela Editora Trote".