Eles estavam todos no governo.
Nós podíamos vê-los encarapitados
nos galhos – e nos trabalhos – mais
altos das altas árvores vorazes.
Desciam só de noitinha – pra comer
lamber aos gritos
todo o papel higiênico que usáramos
de dia – ah! que arrelia! – e lá
pela meia-noite o maior deles fe-
dendo a mijo e fuligem subia
bem para o topo do maior coqueiro:
arriado o calção fazia então
uma parada – com o cu precisamente
apontado para Marte. Os outros
coçando o rabo exclamavam:
– por que a floresta não é
toda feita de papel higiênico?