Cova 1.106

Renata Pallottini

COVA 1.106

 

SAIS DE um tempo em que é belo ser covarde

e mergulhas na morte como em grandes águas sacras.

Livre por fim, destruidor das coisas velhas.

Tinhas a tua própria morte reservada

que te selasse os lábios no momento da dor.

Como se ousa dizer que não foste um herói?

Quem daria sua vida num tempo de impotências?

Indigente da cova rasa, moribundo da rua,

morto de qualquer terra, quem te deu sepultura?

Quando ressurgirás de entre os mortos, cerrando

as escuras fileiras dos rebeldes vencidos?

 

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Coordenação

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Nelson Martinelli Filho (IFES/UFES/CNPq)

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Bolsistas de pós-doutorado (CNPq)

Camila Hespanhol Peruchi

Rafael Fava Belúzio

Pesquisadores/as vinculados/as

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Ana Clara Magalhães (UnB)

Cleidson Frisso Braz (Doutorando UFES)

Cristiano Augusto da Silva (UESC)

Diana Junkes (UFSCar)

Fabíola Padilha (UFES)

Francielle Villaça (Mestranda UFES)

Henrique Marques Samyn (UERJ)

Marcelo Paiva de Souza (UFPR/CNPq)

Mariane Tavares (Pós-doutoranda UFES)

Patrícia Marcondes de Barros (UEL)

Susana Souto Silva (UFAL)

Weverson Dadalto (IFES)

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