sobre o chão da cidade de São Paulo
o canto das máquinas
corta as veias silenciosas
desta terra invadida.
frio das pessoas!
o medo nas caras
nas casas nas ruas
e praças
nos becos da morte
da vida
sem saída...
cosmoterritório
escritórios,
pensamentos,
raças,
cores lunáticas, fanáticas,
sombras traumáticas,
homens, mulheres,
lamparinas nas esquinas...
sob cada metro urbano
a lua-subnutrição
engolida pelo sol-de-pano
o metropolitano
corta as veias subterrâneas
desta terra estuprada.
são paulo são palmos encardidos de pó
são paulo são salmos de esperança e fé
são paulo são almas perdidas feito gado
louco
que corre
rumo ao abismo!...
Comentário do pesquisador
Segundo descrição presente na Revista Liberdade Literária Nº 12, Luiz Sério Viveiros "é de Ourinhos - SP. Reside em São Paulo, onde edita publicações como 'Solux' ou 'Estrela', literárias."