Entre mãos crispadas
uma vida se consome
insone
se perde ao longe
o doce acalanto
(des)encanto.
Interrompido o cântico
de bravos
fenecem rubras rosas
do amanhã
onde as bromélias
abertas à vida?
Onde as ciganinhas
a contemplar
o pátrio firmamento?
Não mais o canto alegre
das ruas
não mais ariris
em revoada
resta o solene império
do medo
resta somente
a nação do silêncio
Ah! Liberdade,
como dói!
BH, agosto de 1979