AGORA
junto à minha dor
o revólver do revide.
meço palmo a palmo
a espinha do futuro
na luta deposito
o enrêdo consagrado
pelos homens foragidos
retrato na hora da vida o rosto do amigo,
escuto na noite
a lamúria do homem
de entranhas raptadas,
escrevo puto a sentença
do inimigo
declaro-me vingativo!
sou o procurado
meu ódio é quase tudo