De que adianta a palavra terra,
se o gringo bebe-nos com sonhos capitalistas.
A fome chega; contudo o fogão a lenha
foi desmanchado.
A terra de Minas minha, eles levaram.
De minério, Minas era.
E paro chocado quando piso um chão transformado,
recompuseram-no porque o apalpo carimbado.
A marca é deles... o chão que levaram de mim,
eu o compro.
Amor não se compra!
Não se compra o que se ama, sendo nosso.
Minhas vestes divulgam um nome
que não sei falar.
Ouço o pai dizendo:
luta e confia, que o amanhã lhe terá.
Reconforta-te nos sonhos porque o que
me sussurras, com o tempo tu esculpirás.
Agora deito mais tranquilo
no solo de minha Minas.