APELO À MÃE
II
Será que tú não entendes
Que teu filho mesmo na prisão
É uma dessas pequeninas chamas
De que se utiliza a Revolução,
Para incinerar da face da terra
Toda essa vil e miserável podridão
Que se chama capitalismo,
Que se chama exploração,
E que quer destruir tudo aquilo
Que dignifica a vida e a razão.
Portanto eu te apelo
Não vejas apenas a minha situação,
Veja a conjunto dos seres humanos
Que se levantam como um titão
Para jogar abaixo tudo que resta
De inconsciente e sem razão,
Que impede o progresso
E quer esmagar a Revolução.
Por isso eu te peço
Não chores, não chores não,
Digas como hoje dizem
Tantos e tantos milhões
Abaixo o capitalismo
E viva a socialista Revolução.