LOÇÃO DE ANATOMIA
ligaram ele numa cadeira moderna que fazia pensar. Os botões dos andares
estavam todos acesos. Ele pensou na situação da vida e
levantou o braço.
ligaram ele numa nuvem, cama & mesa, botaram asas e bitola no herói.
Ele comeu e engordou. Depois emagr'squeceu de tudo.
Como ele morava numa pedra furada, e como isso daria um romance.
Ele estava rodeado de caras na cadeira elétrica da memória à minuta.
Tinha assistido a grandes crimes, podia dar a tempo uma informação
importante.
Ligaram ele viraram sacudiram viram as ideias se cruzando no sangue
hoje ele não tinha segredo, grato, nenhum tomado nota nomoto
viram na virilha do inquirido a lua roxa das tardes
vagabundas, e não adiantava sofrer
na frente do carrasco elefônico mandado bater matar
CAP. III
para ele não valia mais nada
não sim a cadeira caveira
valia a pena esbarrar em tudo, em todos, e os homens que esperassem,
cérebro zero gelo
apenas pelo seu urro sincero
ele estava carregado na maca. Bateram malharam mandaram para
domicílio ignoto na embalagem ferrugem de sua mesa ou os próximos.
São cinco para as 10 e estou nessa
CAP. II
São cinco para as 5 e estou noutra. Ouvi ele dizendo que os homens.
Tinham chegado uma metralhadora em seu peito. Honestamente
ele achava justo ser justamente o perguntado, mas não sabia para que
tanta pressa tanto soco
tanta assinatura 3/4 tremida
de banda de meia-frente em falso —— todas as posições o entregavam.
Era a guerra digital do inqué
rito culposo
e ele estava com um terno branco sangrado
que ninguém mais usa. Dizendo que os homens
tinham chegado com uma bolsa de feira
granadas em lugar de legumes
batatas atômicas.
CAP. IV